sábado, 8 de setembro de 2012

Oh, minha doce loucura



Os sinos do inferno estão me ensurdecendo

A melodia marca o momento em que o sangue pinga da minha boca

Oh, minha doce loucura

Minha filha

Cadê minha filha?

Ah, está uivando para a Lua

E eu estou sentado diante do corpo sem vida

Eu poderia ter parado

Mas não... Esses malditos sinos teimam em queimar meus ouvidos

Minha família vive por aqui

E às vezes infernizam os humanos

Reis, duques, condes, de tudo

Essa é a minha vida

Linda e sanguinária

Divertida e chata

Faminta e sedenta

Oh, meu doce narcisismo

Que belo romanstismo

Me traz aqui

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Olhos Verdes


Olhos verdes
Como faróis
Eu esperei o dia inteiro
Brilhando, guiando meu coração
Eu os amo por inteiro

Esmeraldas lapidadas
Elas me deixam felizes
Lindas, cegas, brilhantes
Amo tanto... Eu não quero deixar você
Eu não quero esquecer você

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Homem sem fé


Eu vago sozinho
Com minha cabeça de ferro
Abandonado, irado
Um demônio sanguessuga
Eles julgaram muito mal
Esse ser infernal
Eu sei o quão falso eram
E porque o fizeram
É desagradável pensar
Mas dá vontade de matar
Com seu pescoço a sangrar
E a minha sede saciar

Eu queria dizer
Que não guardei rancor
Mas na minha alma
Não há mais amor
Diziam ser meus amigos
Agora inimigos
Enganados pela dor
Eles vão ver o que é terror

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Vingando...

Você vai pagar com sangue
Vou arrancar seu coração
Com minhas garras enfiadas e enterradas no seu peito
Sua vida se esvairá
E meu ódio sumirá
Você irá pagar
Pelo o que fez
Vai se arrepender
Sua morte está chegando
lentamente vai te consumindo....

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Que tolice a minha


Eu quero esquecer que um dia eu vivi
Eu quero esquecer que um dia nasci
Eu quero esquecer que um dia te vi
Todos diziam para eu ficar longe de você, mas, bem, não obedeci
Que tolice a minha

Ficar chorando por você
Mas, bem, eu sou um romancista das trevas
Ah, seu rostinho lindo ainda existe na minha cabeça
Seu pequeno corpo, que sumia num dos meus carinhosos abraços não se encaixam em mais ninguém
Tape os ouvidos, querida
Os fogos vão rugir esta tarde
Eu sigo minha vida, ferido
Nunca quis encrencar
Mas que culpa eu tenho de te amar?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lunares...


Eu fico olhando para o teto, entretenho-me maneado a cabeça pra lá e pra cá, penso nas pessoas que eu amo... Sky, Hailie, Eevee, Lucy L., Bells... Então meus pensamentos tornam-se lunares... Textos, palavras, sonhos, a luz propriamente dita, a amiga da minha filha que postou um texto meu no perfil do facebook dela (Mr.Jones & Mr.Jack), enfim... Ah, estou perdendo a aula de português escrevendo isso... Chegamos a um ponto que escrevemos coisas como essas, pensando em contos de fadas... Minha respiração leve e relaxada, meu colega da cadeira de trás irritando meus ouvidos com os Clicks da caneta -MALDITO SAM, PARA COM ISSO!

sábado, 4 de agosto de 2012

Querida Otohime


Querida, eu enfrentaria o mundo por você
Eu faria tudo pra você ficar bem
Minha Hailie, eu não deixaria ninguém te machucar, o mais próximo de amor aprendi com você
Meu papel de parede do notbook tem sua cara
Eu não confio em ninguém como confio em você
E se quiser que eu desista de tudo... Eu desisto... Só pra ver seu rosto feliz
Papai estará sempre aqui...

terça-feira, 3 de julho de 2012

3 Serentis Infernalis


Então os anjos caíram. Lúcifer com sua legião, Deus com seus arcanjos. Angelo estava destinado a ir para o céu, era um jovem humano bom, mesmo que o azar estivesse ao seu lado.
Viu seu corpo deixado de lado, sangrando na calçada. Não sentiu nada na hora, pelo menos o carro fora gentil. Suas feridas já não mais existiam, olhava para o céu e a chuva que começara a cair. Sentiu algo se abrindo atrás de si, algo semelhante a asas brancas, mas era formado de aura.
 - Angelo... Nome de anjo... - ouviu uma suave voz do nada. - Mas você nunca pertenceria a este lugar. Não com o pacto que fez em sua vida retrasada...
Angelo assustou-se, notou que algo estava muito errado. Uma sensação de paz instalou-se nele, uma sensação poderosa, quase pecaminosa. A aura branca tingiu-se de preto, as gotas de água que teimavam em tocá-lo se transformavam em vapor... thss...
 - Leve-me de volta, mestre. - disse, em pensar. Estas palavras saídas de sua boca do nada não condiziam com suas lembranças em vida. Então sua visão escureceu.
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Acordou e percebeu que estava sendo carregado por alguém. O clima era quente, úmido, mas aconchegante e até um pouco nostalgico para Angelo. O lugar era uma espécie de palácio e ia em direção a um trono vazio. Angelo percebeu que suas roupas foram trocadas, agora trajava camisa, capa, calça e tênis negros. Sentia fome também, mas não uma fome comum.
Olhou para quem o carregava. Era um ser andrógino de cabelos e vestes pretas, olhos claros e cílios longos. Do nada em sua mente um nome apareceu: "Belial".
 - Belial? - Angelo deu sinal de vida.
 - Angelo... nome lindo o seu de agora... Que bom que acordou. - sorriu. - Por favor, mestre Lúcifer pediu que você esperasse no trono.
 O moreno pulou ao ouvir tal nome. Como fora parar no inferno?
 - Lúcifer...
Angelo percebeu também que usava uma espécie de aliança na mão que segurava o pescoço de Belial.
 - Eu sou casado?
 - Hm, vejo que não se lembra de muita coisa... Você é casado com o Mestre Lúcifer desde sua morte retrasada.
 - Mas eu não sou gay... - relutou.
 - Hm... Ok. - depositou Angelo sobre o trono, sentando-o. Alguma coisa lhe disse para agradecer.
 - Obrigado, Belial.
 - Você deve estar com fome. Continua com sede de sangue ou tem medo igual ao Hypnos?
 - N-Não sei...
 - Vejamos... - Belial pegou algo gasoso-líquido do casaco, algo branco. Soprou em direção a Angelo, este intencionalmente puxou tal substância aspirando-a com a boca. Sua fome abaixava cada vez mais, sentiu sede.
 - Estou com sede...
 - Vou lhe providenciar... água, sangue, suco? Outra coisa?
 - Traga o que achar melhor.
 - Ok... - retirou-se.
Angelo foi deixado sozinho naquela sala, obsersava todos os detalhes.
 - ANGEL! - um ser andrógino de longos cabelos negros, vestes negros e belo adentrou o recinto.
Angelo sentiu seu coração bater mais rápido - ele tem coração -, sua respiração ficar descompassada, borboletas voando em seu estômago - amor. Nunca sentira isso por nenhum ser. Então o nome "Lúcifer" lhe veio à mente.
 - Lúcifer? - levantou-se com um desesperado desejo de abraçá-lo.
 - Sim... Não ganho um abraço depois de tanto tempo?
 - Sim, claro! - correu para o abraço. O cheiro exalado daquela pele o embriagou. Seu interior mais do que nunca estava em paz.
 - Meu marido. Meu amor. - disse Lúcifer. - Depois de 27 anos nos encontramos novamente. 27 longos anos sem você. Eu nunca esqueci seu rosto, seu cheiro, seus toques, seus beijos, tudo.
 - Eu me esqueci, desculpe. - quase choramingou.
 - Normal. Você precisa esquecer para amadurecer. Mas depois você vai se lembrando... Te amo.
 - Eu também te amo... Não lembro quando nos casamos.
 - Foi quando você veio pela primeira vez ao inferno. No começo não gostei de ti. - soltou Angelo para ver seus olhos. - Está sempre com esse brilho nos olhos...
 - Eu sou o quê aqui?
 - Agora és um demônio.
 - Mestre...
 - Me chame de Lúcifer.
 - Amor.
 - Bem melhor.
Para o novo demônio foi uma grande surpresa descobrir que era gay e mais ainda, ser casado com Lúcifer.
 - Não entendo... Fui religioso, minha criação foi voltada a Deus.
 - Você não poderia ir para o céu, tem um pacto conosco. O que o casamento une, ninguém separa, nem a morte.
Belial chegou com um copo.