I don't love you... Like a did yesterday...
Aquela frase ainda está na minha cabeça
Fresca e decorada
Para voltar e me assombrar cada vez que ouço
Ela foi embora
E me deixou uma névoa em forma de lebre de olhos verdes
Eu a deixei na proteção dos monstros embaixo da cama
E fui embora
Ela ficou a mercê de Deus
Eu olhei de relance para trás e a vi chorando de ódio
Meus passos enfraqueceram e não consegui respirar
O ballet da tristeza eu aprendi
A dança da frieza eu dancei
E ela assistia sentada
Aqui não há espaço para arrependimentos
Mas meu amor estraçalhado te acompanha sem saber exatamente onde você está
E eu ainda choro
Porque o verdadeiro amor não morre
Cheguei em casa tarde da noite vindo da academia e encontrei a casa com as luzes acesas. Berrei um "Querido, cheguei", mas ninguém respondeu, tampouco ouvi passos eufóricos até mim. Sorri cansado e tomei banho. Quando saí do banheiro com uma calça de pijama, caminhei lentamente até o quarto que estava com a luz acesa. Kaito dormia como um gatinho mal embrulhado e senti-me frustrado por ele ter dormido antes de eu chegar.
Desliguei a luz deixando uma fraca iluminação da sala atravessar a porta. Deitei ao lado de Kaito e o embrulhei, ele se remexeu um pouco e abriu os olhos, embebido em sono.
- Gakupo... - chamou-me. Afaguei sua nuca e o pus para dormir novamente. Afastei algumas mechas azuis de seu rosto e beijei carinhosamente sua bochecha.
Percebi o anel dourado na mão que o afagava, o símbolo da nossa união que me deixava feliz mesmo numa onda de imensa tristeza, Kaito sem dúvida era o início, o meio e o fim da minha alegria.
Tal alegria que consegui após conhecê-lo e ele abriu meus olhos e me fez jurar nunca mais ser um cafajeste, eu o devia muito, mas acho que a quantidade de amor que lhe dou é o suficiente.
Resolvi parar de afaga-lo para deixá-lo dormir melhor e deitei de barriga para cima. Batalhei tanto para ser independente das pessoas e acabei obrigado de bom grado a proteger aquele ser com medo de escuro, já podia ser considerado o paraíso na Terra.
Mas e se um dia Kaito resolvesse passar pela porta com suas coisas e nunca mais voltar?
Involuntariamente, lágrimas brotaram dos meus olhos e comecei a soluçar sem premeditação. Enxuguei a água e ele remexeu-se mais uma vez ao meu lado, abraçando-me.
- Você está chorando? - perguntou com a voz rouca e embargada.
- Nada, nada... Apenas não me deixe... - abracei-o forte e assim adormecemos.
Fui jogada no mar, tranquila e empurrando o desespero para um canto do cérebro. Calmamente, fui afundando, vendo meus longos cabelos castanhos flutuarem a minha frente pelos meus olhos semi cerrados.
Bolhas escapavam de minha boca. Era tudo tão surreal dentro da água... Parecia um sonho. Enquanto via meus braços a frente e a superfície cada vez mais longe, mentalizei o rosto da pessoa amada e pensei "eu te amo". O oxigênio estava acabando depressa. Concentrei-me em meus batimentos cardíacos, o coração que travara uma batalha entre bater devagar ou rápido, mas sabia que não devia me desesperar.
Então uma figura masculina e descamisada entrou na água, nadando rápido para me puxar pelo braço e interromper aquela tão encantadora e bizarra cena de quase afogamento. Rapidamente fui levada até a superfície e meu bumbum encontrou-se com a superfície dura do piso de madeira do deque.
Captei o máximo de ar que consegui por várias vezes até focar a visão no rosto de Stefan.
- O que foi isso, Elena?
Suspirei e saí o mais rápido que pude.
I never thought I'd die alone I laughed the loudest, who'd have known?! I traced the cord back to the wall No wonder it was never plugged in at all I took my time, I hurried up The choice was mine, I didn't think enough I'm too depressed to go on You'll be sorry when I'm gone
I never conquered, rarely came 16 just held such better days Days when I still felt alive We couldn't wait to get outside The world was wide, too late to try The tour was over we'd survived I couldn't wait till I got home To pass the time in my room alone
I never thought I'd die alone Another six months I'll be unknown Give all my things to all my friends You'll never step foot in my room again You'll close it off, board it up Remember the time that I spilled the cup Of apple juice in the hall? Please tell mom this is not her fault
I never conquered, rarely came 16 just held such better days Days when I still felt alive We couldn't wait to get outside The world was wide, too late to try The tour was over we'd survived I couldn't wait till I got home To pass the time in my room alone
I never conquered, rarely came Tomorrow holds such better days Days when I could still feel alive When I can't wait to get outside The world is wide, the time goes by The tour is over I survived And I can't wait till I get home To pass the time in my room alone
Canção do Adam
Eu nunca achei que morreria sozinho
Sempre fui o que ria mais alto, quem iria saber?!
Eu segui o cabo atrás da parede
Não me surpreende ele não estar plugado
Fiz tudo ao meu tempo, me apressei
A escolha foi minha, eu não pensei direito
Estou muito deprimido pra continuar
Você vai ser arrepender quando eu não estiver aqui
Aquele sorriso safado, misturado com o clima boêmio de Paris não me deixava relaxar. Seus negros cabelos repicados até a nuca, caídos sobre a face, os olhos pretos, o corpo forte, porém sem músculos contrastavam-se com a roupa que usava -camisa de botões, calça, paletó sobre os ombros e sapatos sociais, todos da cor preta-, tudo me hipnotizava. Olhava-me de canto, encostado num muro, nunca conheci alguém como Mr. Jones.
- Lílian - chamou-me com a voz suave.
Estremeci. Forcei um sorriso de canto, deixando claro que tinha escutado.
Cambaleei encima do salto alto, indo até ele nervosa.
- Ora, vamos... Não é a primeira nem a segunda vez que nos encontramos. - ditou.
Era verdade. E Mr. Jones sabia dar amor como ninguém. Eu era sua noiva, sua feliz noiva.